Entidade esteve presente no III Congresso de Direito Sindical promovido pela OAB. No evento foram discutidos temas como direito de greve, negociação coletiva, liberdade sindical e outros.
 

 

 

Entre os dias 10 e 11 de setembro, aconteceu em Belo Horizonte o III Congresso de Direito Sindical. O evento, promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) reuniu centenas de dirigentes sindicais, assessores jurídicos, advogados, operadores e personalidades do meio jurídico para debater assuntos relacionados ao mundo sindical e aos trabalhadores. Dentre os temas em pauta, a terceirização, a ameaça aos direitos sociais provocada pela crise financeira, negociação coletiva, liberdade e autonomia sindical.

 

 

A Fenafar esteve presente no encontro representada por sua diretora de Assuntos Jurídicos, Isabela Sobrinho, por seus assessores jurídicos Leocir Rosa e Leandro de Arantes Basso. Também estiveram presentes as presidentes dos sindicatos dos farmacêuticos do Espírito Santo e Santa Catarina, Maruza Carlesso e Fernanda Mazzini. De Minas Gerais participaram os diretores do Sinfarmig e da Fenafar Rilke Novato e Júnia Lelis. O diretor do Sinfarmig Sebastião Fortunato de Faria Filho também compareceu ao Congressso. 
 

 

A pertinência dos temas e a excelente qualidade dos debates foi a tônica de todo o evento. Um preciso diagnóstico sobre o quadro de ataques às organizações sindicais e aos direitos sociais, assegurados pela Constituição Federal (CF) e pelos tratados e convenções internacionais dos quais o Brasil é signatário, apontou desafios e sugeriu caminhos para a atuação do movimento sindical.
 

 

Vale destacar os debates sobre o direito de greve, onde houve ampla defesa dos sindicatos e trabalhadores que têm sido penalizados pelos tribunais com multa e desconto de salário por fazerem uso deste instrumento legal. “O Direito de greve nunca virá como uma concessão pelo poder público. Sua história é envolta de sangue, suor e assassinato. É uma ação de resistência e união para o bem comum”, afirmou o advogado Cezar Britto, ex-presidente da OAB e palestrante da Mesa.
 

 

O direito de greve é assegurado pelo Art. 9° da CF, mas tem sido negligenciado pela indevida ingerência do Ministério Público do Trabalho (MPT) com os seus sistemáticos dissídios de greve. Também, pela Justiça do Trabalho que tem tido como regra declarar os movimentos grevistas como abusivos, adotando os seus interditos proibitórios e exigência de percentual de trabalhadores que não podem aderir à greve, nas chamadas atividades essenciais, quase nunca inferior a 80%, chegando ao inimaginável percentual de 100%, na greve dos metroviários de São Paulo, no ano de 2014.
 

 

A discussão também abordou a criminalização que a mídia impõe aos movimentos grevistas e ao movimento sindical. Cezar Britto disse que existe uma impune e sistemática prática antissindical dos empresários, a serviço de quem se posta à grande imprensa. O que leva a uma falta de solidariedade da sociedade e a reprodução acrítica dessa criminalização, sem se preocupar com a justeza e a relevância de suas reivindicações.
 

 

Para exemplificar os ataques que os sindicatos têm sofrido, José Carlos Arouca- Desembargador aposentado do TRT da 2ª Região, cidade de São Paulo, terminou a sua palestra afirmando que: “Durante a ditadura militar, os sindicatos fugiam do Dops, hoje, fogem do Ministério do Trabalho, do Ministério Público do Trabalho e da Justiça do Trabalho”.
 

 

Também houve mesas sobre as negociações coletivas; sobre o alcance da Súmula N. 277, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que assegura a ultratividade das normas coletivas; da exigência de comum acordo para a instauração de dissídio coletivo de natureza econômica; da prevalência do negociado sobre o legislado, entre outros temas.
 

 

Fonte: Redação da Fenafar com informações da OAB e sindicatos
Publicado em 18/09/2015

Nesta semana foram enviados ofícios às prefeituras de Campanha, Juiz de Fora, Naque, Oratórios, Orizânia,  Patos de Minas,  São José da Lapa e Ubaporanga

 

O Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Minas Gerais – Sinfarmig -  tem atuado incansavelmente junto aos gestores públicos municipais em defesa de mais e melhores empregos para os farmacêuticos na Assistência Farmacêutica pública em suas diversas possibilidades de atuação.
 

As prefeituras são entidades autônomas com o poder de fixar os vencimentos do seu pessoal, mas, como farmacêuticos, ficamos indignados com os baixíssimos salários oferecidos por alguns municípios mineiros. O Sinfarmig toma essa providência – de entrar em contato com os prefeitos das cidades - até mesmo no sentido de zelar por uma saúde pública de qualidade -porque é preciso que o farmacêutico seja remunerado dignamente para conseguir prestar serviços com tranqüilidade à população.
 

Assim, nesta semana, o Sindicato enviou ofício às prefeituras de Campanha, Juiz de Fora, Naque, Oratórios, Orizânia,  Patos de Minas,  São José da Lapa e Ubaporanga. Elas foram  alertadas sobre os irrisórios vencimentos anunciados em editais de concursos, processos seletivos ou pagos aos farmacêuticos concursados.
 

O Sinfarmig ressalta aos gestores municipais que os valores propostos não condizem com as responsabilidades e seriedade do trabalho farmacêutico porque ele é responsável pela estratégia terapêutica mais importante e recorrente em todos os serviços de saúde do município que é a terapêutica medicamentosa.
 

O Sindicato reitera mais uma vez aos prefeitos, a devida atenção e providências para se corrigir a defasagem salarial do farmacêutico nos concursos e processos seletivos para que o profissional tenha condições dignas de desempenhar suas atividades.

Categorias farmacêuticas unidas numa só direção
 

O momento político/econômico atual que afeta os trabalhadores e trabalhadoras e preocupa toda a sociedade atinge da mesma forma a categoria farmacêutica, que, em sua grande maioria, é composta por colegas empregados nos diversos segmentos de atuação da nossa profissão.
 

Estamos convencidos de que o trabalho a ser desenvolvido pelas entidades farmacêuticas (Sindicato, Conselho, Associações) nos estados pode contribuir sobremaneira para que os desafios a serem enfrentados possam ser superados.
 

Contando com a união destas entidades, trabalhando em uma mesma direção (avanços para a profissão e para os farmacêuticos), certamente estaremos em melhores condições para alcançar os objetivos almejados por todos.
 

Diante de qualquer processo eleitoral, como prevê o Estatuto do Sinfarmig, a instância máxima de deliberação da entidade é a Assembleia da categoria.
 

Portanto, para posicionar-se frente a toda e qualquer eleição, seria preciso o aval da maioria presente a uma Assembleia dando assim legitimidade para que a entidade se manifestasse a favor desta ou daquela candidatura ao pleito.
 

No entanto, em que pese a impossibilidade legal de manifestação pela candidatura A ou B para a atual disputa à Diretoria do CRF-MG, a diretoria do Sinfarmig vem a público manifestar a necessidade das ações conjuntas em prol da profissão e dos trabalhadores farmacêuticos.
 

Os desafios são enormes! A nossa unidade e disposição para enfrentá-los deverão ser maiores ainda!
 

Que vençam as melhores propostas e os maiores compromissos!

Seminários como este demonstram a vontade política e regulatória do Brasil em usar métodos alternativos ao uso de animais em ensaios clínicos. Com esta frase, a doutora Chantra Eskes, da Services & Consultation for Alternative Methods Limited (SeCAM), resumiu o que ocorreu no Seminário Sobre Internalização de Métodos Alternativos ao Uso de Animais. O evento, organizado pela Anvisa, reuniu diversos representantes de setores de medicamentos, cosméticos e saneantes para debater o tema nesta quarta-feira (16/9).

 

De acordo com Chantra, a primeira legislação sobre o assunto na Europa foi publicada há 30 anos. Ao longo desse período, países europeus puderam internalizar os métodos alternativos nas pesquisas clínicas. “Atualmente, existe uma vontade internacional muito grande de continuar com a aceitação dos métodos alternativos. Na Europa, se o método existir e for reconhecido, ele deve ser usado”, explicou.

 

O interesse internacional no tema também foi ressaltado pela representante da Junta de Governo do International Council of Laboratory Animal (Iclas), Ekaterina Rivera. Para ela, a cooperação internacional é uma ferramenta que deve ser utilizada para impulsionar a questão. “Mas é preciso destacar que há diferenças significativas entre os países, principalmente quanto à legislação. Na América Latina, por exemplo, só Brasil, México e Uruguai têm regulamentações com experimentação animal”, afirma.

 

A regulação brasileira foi destacada pela Gerente-Geral de Regulamentação e Boas Práticas Regulatórias da Anvisa, Cristina Marinho. Ela ressaltou que, em julho, a Agência anuiu os 17 métodos alternativos validados pelo Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea) nas petições para registros e controle de serviços e produtos sujeitos a vigilância sanitária. “O objetivo foi deixar claro para a sociedade a comunhão de esforços voltadas para este tema”, destacou.

 

Já a representante da Câmara de Métodos Alternativos do Concea, Lucile Winter, revelou que o desenvolvimento de novas tecnologias é crucial para a saúde humana. No entanto, é necessário observar a necessidade de capacitar pessoas e manter estruturas laboratoriais equipadas para garantir produtos seguros. “Até hoje, US$ 238 milhões foram injetados para o desenvolvimento desses métodos alternativos na Europa. Essa injeção de recursos humanos e monetários é essencial para que ocorra a substituição de métodos com qualidade e segurança do produto final”, sintetizou.

 

Fonte: Imprensa Anvisa

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