A presidente do CNS, Maria do Socorro Souza e o Ministro da Saúde, Arthur Chioro / Divulgação: CNS

 

O Conselho Nacional de Saúde aprovou o texto de uma carta aberta contrária à possível mudança do comando no Ministério da Saúde, como parte de uma reforma ministerial e da estrutura do governo federal.

 

Segundo o documento, divulgado no início da noite desta quarta-feira (23.09),  o CNS é favorável à manutenção de Arthur Chioro  à frente da pasta por ser um histórico defensor do Sistema Único de Saúde (SUS) e ter construído uma carreira impecável como sanitarista e gestor público.

 

Veja abaixo a íntegra do texto:

 

O SUS não é de nenhum governo, é do povo brasileiro

 

O Conselho Nacional de Saúde, órgão superior de controle social do SUS – Sistema Único de Saúde vem a público manifestar profunda preocupação com possíveis mudanças na direção do Ministério da Saúde.

 

Consideramos inaceitável que o SUS seja usado como objeto de barganha política, por ser a maior e mais importante política pública em curso no Brasil. Trata-se de um patrimônio e uma conquista de décadas de luta do povo brasileiro.

 

O ministro Arthur Chioro, militante histórico do SUS, sanitarista e gestor público de profundo compromisso social, é liderança técnica e política inconteste, além de defensor intransigente dos princípios constitucionais do SUS – e conta com nosso amplo e integral apoio.

 

Frente às diversas ameaças por que passa esse patrimônio popular, não aceitaremos qualquer recuo nos princípios da universalidade, integralidade, igualdade, equidade e participação social.

 

Não abriremos mão da defesa destes princípios, e de seu caráter público e gratuito, nem aceitaremos qualquer desrespeito ao controle social. Os Conselhos e a 15ª Conferência Nacional de Saúde são as instâncias que definirão as diretrizes e propostas para o SUS dos próximos anos.

 

Compreendemos as dificuldades do momento político e repudiamos toda e qualquer ameaça golpista, venha de onde vier. E também não nos calaremos frente a quaisquer ameaças às conquistas sociais, especialmente no campo da saúde.

 

Nem um passo atrás.

 

O SUS é um direito de todos e um dever do Estado, não uma mercadoria. Mantê-lo íntegro, universal e gratuito é uma missão da democracia brasileira.

 

Dessa luta, nunca abriremos mão.

 

Mesa Diretora do Conselho Nacional de Saúde,

A Anvisa determinou a suspensão do medicamento MENTELMIN (mebendazol), 100 mg, comprimido, da empresa Theodoro F. Sobral & Cia Ltda.

 

A empresa, que já havia solicitado à Anvisa o cancelamento da apresentação do medicamento em junho de 2013, informou à Agência o recolhimento voluntário dos lotes que ainda estão no mercado.

 

O medicamento é indicado para o tratamento de verminoses em adultos e crianças.

 

A determinação está na Resolução 2.673/2015 publicada nesta quarta-feira, 23, no Diário Oficial da União (DOU).

 

Fonte: Imprensa Anvisa

A empresa EMS Sigma Pharma comunicou recolhimento voluntário do lote 688317 do Venforin (cloridrato de venlafaxina), 150mg, com validade até outubro de 2016. O medicamento é indicado para o tratamento da depressão, incluindo ansiedade associada, prevenção de recaídas e recorrência da doença.

 

O lote citado contém em sua embalagem blisters do medicamento Itraspor (itraconazol) 100 mg. O produto é indicado no tratamento de infecções fúngicas.

 

Com a confirmação da troca das embalagens, a Anvisa determinou a suspensão da  distribuição, comércio e uso do produto.

 

A empresa deve promover o recolhimento do estoque existente no mercado.

 

A medida está na Resolução 2.672/2015 publicada nesta quarta-feira (23/9) no Diário Oficial da União (DOU).



Fonte: Imprensa Anvisa

Com graus diferentes de desenvolvimento, os maiores países emergentes, chamados Brics – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – têm em comum desafios como controlar a qualidade do nível superior de ensino e fazer com que a pesquisa tenha efeitos mais práticos na vida da sociedade. Questões como essas estão sendo discutidas até quarta-feira no seminário Políticas para Educação Superior em Países em Desenvolvimento, organizado, no Rio, pela Academia Brasileira de Ciências e pelo Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iest).

 

Simon Schwartzman, conselheiro do instituto, disse que o Brasil e os demais países do Brics têm experiências muito diferentes e precisam encontrar soluções distintas para os problemas, que, apesar disso, têm muito em comum. “A China se destaca muito, porque toda a educação superior tem crescido muito, e os outros países não conseguem acompanhar. Mas todos têm dificuldades com o controle da qualidade", afirmou. "Como você faz a pesquisa ter um impacto social e econômico mais relevante? O Brasil tem feito um esforço nesse sentido, e não tem avançado muito".

 

A professora do Departamento de Ciência Política da Universidade de São Paulo, Elizabeth Balbachesky, acredita que o Brasil tem um ponto positivo na comparação com os demais países do Brics. "O Brasil sai bem na foto, basicamente porque temos um sistema que tem bastante informação", destacou, apontando que outros países não levantam informações sobre o ensino privado e até sobre a totalidade das instituições públicas.

 

Elizabeth disse que o foco das políticas de estimulo à publicação científica leva os pesquisadores a procurar revistas mais genéricas e menos especializadas, o que reduz a visibilidade do que é produzido no país. "Não é que seja de menor qualidade, é que tem mais dificuldade em ter o impacto que poderia".

 

Já o professor da Universidade do Cairo, o pesquisador egípcio Mohsen Elmahdy Said, disse que os países do Brics e também o Egito precisam aumentar o número de pessoas que procuram cursos de exatas, como engenharia. Em todo o mundo, segundo sua pesquisa, a média é que entre 20% e 30% dos estudantes universitários sejam de áreas tecnológicas, o que, nos países em desenvolvimento, se torna uma "fraqueza":

 

"Isso se agrava porque o nosso mercado de trabalho é limitado e muitas das oportunidades disponíveis requerem pessoas de áreas tecnológicas, para trabalhar nas obras de infraestrutura e na indústria", disse ele, que reconheceu a importância dos cursos de humanas: "O ponto é que não há trabalho suficiente para eles. Temos que redistribuir".

 

Para Simon Schwartzman, a proporção de alunos de humanas não é um problema no Brasil, diferentemente de países como o Egito e Índia. "No Brasil, mesmo que a pessoa não trabalhe na área em que se formou, ela consegue trabalhar e tem um emprego melhor por ter nível superior. O nível de desemprego é mais baixo".

 

Fonte: Agência Brasil  - repórter Vinícius Lisboa

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