O Ministério da Saúde divulgou uma nota negando que o programa Farmácia Popular irá acabar. O texto esclarece que a iniciativa do governo federal, que oferece medicamentos sem custo para a população, receberá um repasse de verbas menor em 2016, caso o orçamento proposto seja aprovado no Congresso, mas que "não há nenhuma proposta do governo federal no sentido de acabar com o programa".
 

 

O diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde, José Miguel do Nascimento, explicou em postagem na sua página da Facebook que “a proposta que está em tramitação, não consta mais a ação 20YS para o ano de 2016, rubrica que financia os itens do Farmácia Popular comercializados com co-pagamento pelo usuário.  A LOA encaminhada manteve, com o orçamento de R$ 2,6 bilhões, a rubrica 20YR que prevê a manutenção da rede própria bem como o financiamento da ação “Saúde Não Tem Preço - SNTP”, que trata da dispensação sem custo para o usuário dos medicamentos indicados para o tratamento da hipertensão, diabetes e asma (14 princípios ativos), que hoje representa mais de 85% dos pacientes atendidos mensalmente pelo programa. Cabe destacar que o Programa Farmácia Popular é complementar ao acesso já garantido pelo SUS, aos medicamentos essenciais. Os medicamentos constantes do elenco do Programa constam da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais – RENAME, sendo também distribuídos através dos postos de saúde”.
 

 

Leia abaixo a íntegra da nota do Ministério da Saúde:
 

 

O Ministério da Saúde esclarece que o Programa Farmácia Popular do Brasil segue funcionando regularmente, tendo garantido orçamento para este ano na ordem de R$ 2,8 bilhões. As informações sobre possíveis reduções das verbas destinadas à iniciativa se referem à Proposta de Lei Orçamentária Anual para 2016 (PLOA 2016) que foi enviada pelo poder executivo ao Congresso Nacional. Desta forma, é importante frisar que este cenário não é definitivo, uma vez que a proposta tem de ser discutida e aprovada pelo Congresso.
 

 

Cabe informar ainda que o Ministério da Saúde vem trabalhando de maneira transparente para a recomposição de seu orçamento para 2016 com a apresentação de propostas como a recomposição do DPVAT para garantir um aporte adicional de recursos para a saúde – diálogo que está sendo feito junto ao Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão.
 

 

É importante ressaltar que não há nenhuma proposta do governo federal no sentido de acabar com o Programa Farmácia Popular. Caso o orçamento seja aprovado da forma como foi encaminhado ao Congresso, serão mantidos os 14 medicamentos para tratamento de hipertensão, diabetes e asma, cuja oferta é gratuita ao cidadão. Esses produtos respondem por mais de 85% dos pacientes atendidos mensalmente pelo Programa. Pela PLOA 2016, há uma redução de R$ 578 milhões para esta iniciativa.
 

 

Fonte: Redação da Fenafar com agências

 

Publicado em 02/10/2015

Audiência Pública foi realizada para discutir cronograma de nomeações do Concurso Edital 02/2011 da área da Saúde que vence em março de 2016

 

Aprovados em Concurso do Edital 02/2011 da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, representantes de sindicatos e de conselhos de classe lotaram ontem (30/09) a Audiência Pública na Câmara Municipal convocada pela Comissão de Administração da casa. O objetivo da Audiência era discutir o cronograma de nomeação dos aprovados uma vez que contratados estão ocupando as vagas na área da saúde para a qual o concurso foi realizado.

 

A diretora do Sinfarmig, Júnia Lelis, fala durante a Audiência na Câmara Municipal de BH  

 

Também foram feitas denúncias de extensão ilegal de jornadas assim como a falta de transparência da Ouvidoria da Prefeitura no esclarecimento das dúvidas dos aprovados. “Perguntei por que a farmacêutica primeira colocada no cargo de 20 horas estava cumprindo 40 horas e não obtive resposta”, relata a farmacêutica Magda Borba, mostrando a Manifestação nº 106839 registrada na Ouvidoria.

 

Magda ficou como 4ª excedente no cargo de Farmacêutico 20 horas e conta que, dos 12 nomeados, apenas 07 foram empossados. A farmacêutica reclama que se estivesse havendo as nomeações de modo regular, outros aprovados, como ela, já teriam sido nomeados de acordo com o número de vagas.    

 

A farmacêutica Danielle Fernandes, aprovada em 63º lugar para o cargo de 40 horas, queixa-se que as nomeações para o cargo foram interrompidas há mais de um ano. Já foram chamados 60 aprovados para 40 horas. O concurso foi prorrogado por mais dois anos em 2014. “Não existe indicativo de que vão chamar o que é muito triste. Gosto muito de trabalhar no SUS e é um sonho ser nomeada e trabalhar como efetiva”, diz.

 

A farmacêutica Danielle Fernandes, aprovada no Concurso, também foi pressionar pelas nomeações

As representantes da PBH que compareceram à Audiência não deram respostas conclusivas sobre o cronograma do Concurso. A funcionária Cíntia, da Gerência de Planejamento e Acompanhamento de Contratos de Recursos Humanos, garantiu que os aprovados no Concurso de Edital 02/2011 terão prioridade sobre os aprovados em outro concurso posterior, realizado em 2014.

 

“No momento não temos conhecimento de ato para nomeações”, afirmou, indicando que quem faz a gestão dos contratos é a Secretaria Municipal de Saúde.  A funcionária da Secretaria de Saúde, Romilda, por sua vez assegurou que existe a previsão oficial de nomeação de 900 servidores. “O pedido é feito, mas depende da viabilidade financeira. A decisão é da PBH como um todo”, concluiu.

 

A diretora do Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Minas Gerais, Júnia Dark Vieira Lelis, ao se dirigir aos membros da Mesa, disse que estava desapontada com a falta de esclarecimento que continuava naquele momento. “Pensei que aqui na Audiência Pública, a Prefeitura de Belo Horizonte daria os esclarecimentos que vimos pedimos, por meio de ofícios – e sem resposta -,  desde 2013, à Secretaria Municipal de Saúde”, lamentou.

 

A diretora contestou as porta-vozes da gestão ao reportar-se à fala da farmacêutica Bárbara Furtado, representante dos aprovados excedentes que contabilizou a existência de 239 cargos de técnico superior de saúde sem provimento na PBH.

 

O diretor do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Belo Horizonte (Sindibel), o médico Bruno Pedralva, mencionou as razões de a PBH insistir em fazer contratos precários em vez de chamar os aprovados no Concurso.

 

“Em primeiro lugar, a Prefeitura economiza muito com os contratos. Um exemplo, se ela contrata um técnico de enfermagem na jornada 12X36, vai pagar R$ 970; se nomear um profissional efetivo para a mesma jornada vai pagar R$ 1700”, exemplificou, acrescentando que a economia prossegue porque o contratado não faz carreira no serviço público. O segundo motivo da prioridade dos contratos sobre as nomeações, segundo o sindicalista é que pessoas são contratadas por indicações políticas.

 

“O terceiro motivo é o controle político sobre o trabalhador contratado. Ele não tem segurança jurídica para fazer greve ou participar de alguma comissão porque se falar a verdade, vai ser punido”, prosseguiu Bruno.

 

Segundo o médico, o quarto motivo para a não nomeação dos concursados é o núcleo duro do governo municipal, representado pelas secretarias de Planejamento e de Recursos Humanos, que barram as nomeações. “E dinheiro para nomeações há porque no terceiro quadrimestre deste ano as receitas da PBH aumentaram em 7,12%”, alertou Bruno.

 

O diretor do Sindibel sugeriu ao vereador Pedro Patrus, que presidia a Audiência Pública, para que uma reunião seja marcada com os secretários de RH e com o de Planejamento da Prefeitura para esclarecer o assunto. “Também sugerimos que a Câmara Municipal entre em contato com o Ministério Público Estadual para saber como está sendo monitorado o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado com a PBH em 2013 e que barrava as terceirizações feitas por intermédio da Associação Municipal de Assistência Social (Amas)”.

 

O presidente do Sindicato dos Enfermeiros, Anderson Rodrigues, qualificou a posição da gestão externada por meio das duas servidoras que a representaram como uma forma de a PBH empurrar o assunto com a barriga mais uma vez.  "Se nada for decidido por intermédio dessa Audiência nosso caminho será buscar a Justiça para resolver”, disse.   

 

Audiência ficou lotada para discutir cronograma de nomeações do Concurso 


O vereador Pedro Patrus disse que alguns encaminhamentos serão feitos a partir da Consultoria Pública. Entre eles, ele destacou que a Prefeitura será novamente instada a responder sobre o cronograma de nomeações para o Concurso; quanto são os cargos disponíveis para provimento efetivo na saúde e quanto a Prefeitura desembolsa para pagar os contratos temporários. O concurso tem validade até o dia 07 de março de 2016.

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